
Olhando a foto que saiu na revista The Economist podemos imaginar:
O Cristo Redentor está decolando do Rio de Janeiro por causa da guerra entre os traficantes ou guerra entre a polícia e os traficantes?
O Cristo Redentor está decolando do Rio de Janeiro, pois o carioca não gosta de trabalhar?
Cristo Redentor está pulando de alegria, o carioca trabalha mais do que o paulista?
Ou simplesmente o país está decolando de uma longa contagem regressiva desde a década de cinqüenta. A revista inglesa The Economist traz uma análise minuciosa do Brazil com “Z”, elogiando o crescimento do país diante da crise global.
É o país da Petrobras, da Vale, da Embraer e outras grandes empresas privadas, siderúrgicas, metalúrgicas e agronegócio.
Mas existe outro país o Brasil com “S”, com deficiência em infraestrutura, com estradas parecendo queijo suíço, portos com equipamentos obsoletos, veja o caso do porto de Itajaí, que foi afetado pelo desastre natural (chuva) no ano passado, até agora não está pronto. A educação brasileira é um desastre, o lema é “ faz de conta que os alunos estão apreendendo e os professores faz de conta que estão ensinando”. A educação brasileira é o gargalo para o desenvolvimento da política industrial O mundo atual é das tecnologias, dos serviços, dos agregados de valor, do conhecimento e da inovação, etc. Essa exigência de tecnologia mais emprego com nível de escolaridade que busca qualidade, conhecimento, afasta cada vez mais os jovens do trabalho por falta de escolaridade e como conseqüência ficam marginalizados (subempregos).
A reforma da legislação trabalhista nunca sai, arcaica, não atende a velocidade de mudanças de métodos de trabalho e novas configurações de empresas.
Vale a pena ler o artigo:
http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845197
César













Alegria neoliberal
Gostei do seu artigo, Cesar.
Esta visão do "capital internacional" sempre buscando mercados para expandir sua influência é o que agrada a comunidade internacional e fode com o brasileiro, aumenta a pressão no governo para aceitar capitais internacionais, abrir oportunidades de afluxos de dinheiro transnacional para o chamado "desenvolvimento".
A pergunta é se alguma lição ficará das recentes experiências em tantos países "em desenvolvimento" que lutam um contra o outro para atrair a grana gringa enquanto leiloam seu capital humano, energético, seu meio ambiente, sem repassar nenhum custo para os estrangeiros.
Fundamental um artigo do Frei Betto sobre liberdade e justiça social para pensar um pouco mais o tema: http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/620387/Liberdade-e-Justi-a-Social-Artigo-de-Frei-Betto.html#content-top