Nesta semana, Jason Mraz, do hit "I'm Yours", vem pela primeira vez ao Brasil. O norte-americano, que esta semana também lança mundialmente a coletânea ao vivo "Beautiful mess", em CD e DVD, vai fazer seis shows por aqui:
21/11 - Curitiba - Festival Lupaluna
22/11 – São Paulo - Natura Nós About Us
24/11 – Porto Alegre - Pepsi On Stage
26/11 – Rio de Janeiro - Vivo Rio
28/11 - Brasília - Marina Hall
19/11 - Belo Horizonte - Chevrolet Hall
Antes de embarcar para o país, ele conversou com a Folha sobre algumas histórias do passado, seu amor por chapéus e o sucesso que faz desde o lançamento de seu último álbum, "We sing. We dance. We steal things".
E explicou como seu avô, da República Tcheca, pronuncia o nome complicado, que em inglês soa "emraz", com essa curva complicada entre o "m" e o "r" e a tônica no "e".
Ao falar sobre sustentabilidade, sobre ser cheerleader e sobre promoção de música, Jason mostrou ser um cara bem "pra frente". Veja só:
FOLHA - Como sua família tcheca pronuncia seu nome?
JASON MRAZ - Eles dizem rrraaaz (alongando o “r” e o “a”). É um pouquinho diferente, sem o “m” da frente.
FOLHA – Porque você é vegan?
JASON - Não sei. Fiquei obcecado por isso. Assim como alguns gostam de chocolate, sorvete de baunilha, eu de comida vegan.
FOLHA - Você sabe que vai tocar num festival sobre sustentabilidade?
JASON - Não, mas legal.
FOLHA - Por quê? Você se preocupa com sustentabilidade?
JASON - Veja, eu estou dirigindo e vejo lixo dos dois lados da pista. O mundo inteiro está virando um lixão. Todo o mundo deveria se preocupar e respeitar o ambiente, porque é obvio que estamos fazendo esse mundo inabitável.
FOLHA - Você faz sua parte?
JASON - Eu reciclo meus vidros, minhas garrafas d‘água, plástico e papel... E sempre penso em como economizar energia.
FOLHA - E recicla seus chapéus também? Você está sempre com um...
JASON - Sim, existem pessoas que gostam de usar chapéus. Eu sou uma dessas.
FOLHA - Quando começou isso?
JASON - Ah, eu lembro de usar chapéu quando tinha sete anos. Eu tive que levar uma carta dos pais para que pudesse usá-lo na escola, eu tinha uma permissão especial para isso.
FOLHA - Soube que na escola você também foi “cheerleader”. Como foi isso?
JASON - Era uma coisa nova, poucos caras faziam isso na época, e eu pensei: “que belo jeito de sair com várias garotas”.
FOLHA - Não te discriminaram?
JASON - É... um pouco. Você muda todo o paradigma.
FOLHA - E como sua vida mudou depois do sucesso de “I‘m Yours”?
JASON - Não acho que ela mudou muito. Minha vida ainda é minha vida. O que mudou foi minha agenda. Agora tem muito mais gente querendo falar comigo, são mais shows. E eu ando fazendo isso pelo mundo inteiro. Então mudou um pouco minha perspectiva em relação ao mundo. Essa é a única coisa diferente. Posso compartilhar minha experiência com diferentes culturas. Isso pode depois levar a uma mudança.
FOLHA - Você canta uma canção em espanhol, mas você fala espanhol?
JASON - Não... andei treinando duro para gravá-la.
FOLHA - E de português, pretende aprender algumas palavras?
JASON - Sim, pelo menos algo. Quando me convidam para um país tomo como um dever aprender o mínimo sobre a língua e a cultura do lugar porque gosto de trazer algo disso para o show.
FOLHA - Existe algo de especial que você queira fazer aqui?
Eu amo musica e amo comida, então adoraria conhecer algum som e a cozinha local.
FOLHA - Você conhece algum dos músicos brasileiros que vão tocar com você?
JASON - Não, não recebi ainda o programa.
FOLHA - Você já abriu para gente de estilos variados como Tracy Chapman, Alanis Morissette e Rolling Stones. Qual deles você prefere?
JASON - Ah, cada show é um show, é legal tocar com cada um deles.
FOLHA – Ok, mas qua deles gosta mais de ouvir no seu tempo livre? Qual seu estilo preferido?
JASON - Um bocado de instrumental, de rock, surf jazz, vários coisas de guitarra, algo de funk...
FOLHA - Coisas bem diferentes, como aliás são seus álbuns, você muda bastante de estilo de álbum para álbum.
JASON - Sim. Seu estilo se transforma naquilo que você enxerta das coisas que curte. Você incorpora qualquer gênero _hip hop, jazz, rock... _ e faz o seu próprio. Eu não coloco uma banda junto pensando: vamos tocar rock, ou vamos tocar jazz. As pessoas se conhecem, trabalham e no final você está construindo algo.
FOLHA - Você usa bastante a internet para se promover, com vários vídeos de shows. Muita gente acha que a troca de arquivos via internet atrapalha os músicos.
JASON - Acho que é tudo útil e quanto mais você compartilha, melhor. Não acho que as pessoas estejam roubando música. Elas gostam disso, como gostam da tecnologia.
FOLHA - Então não se preocupa com a pirataria?
JASON - Não me preocupo com isso. O mundo está evoluindo, a música se desenvolveu, a tecnologia se desenvolveu. Tudo é parte da evolução do homem.
FOLHA - Pirataria é parte da evolução do homem?
JASON - Acho que pirataria é um termo pejorativo.
FOLHA - Como você a definiria?
JASON - Eu colocaria de outra forma. Generosidade dos músicos.
FOLHA - Uma fã me pediu para lhe perguntar: você está com alguma namorada?
JASON - É... Eu tenho uma companhia maravilhosa na minha vida.
FOLHA - E é sério?
JASON - Espero que sim.












own...quem dera que fosse eu!!amoo ...
own...quem dera que fosse eu!!
amoo o jason,gostaria muuuuuuito de conhecê-lo pessoalmente,espero que ele venha ao Brasil o mais rápido possivel..