Esta foi a declaração de Lula sobre o reconhecimento das eleições realizadas pelos golpistas e boicotadas pela população hondurenha. A polêmica segue, a comunidade internacional está dividida - coisa que acho curioso, já que antes da eleição ninguém reconhecia os golpistas. Os EUA já baixaram o rabo, aceitando as eleições que devem beneficiar seus interesses econômicos na região e se abstendo da única briga que vale a pena na América, mas continuam militarizando a Colômbia, para citar o exemplo mais notório.
ESTORIL, Portugal (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou nesta terça-feira, de maneira enfática, que o governo brasileiro não reconhecerá o vencedor da eleição realizada no domingo em Honduras.
"Não, não, não, não. Peremptoriamente, não", disse Lula a jornalistas quando indagado sobre a intenção anunciada pelo vencedor do pleito hondurenho, Porfirio Lobo, de buscar o reconhecimento brasileiro à sua eleição.
"Não dá para fazer concessão a golpista. Ponto pacífico", acrescentou o presidente antes de deixar Portugal, onde participou da Cúpula Ibero-Americana, para uma viagem oficial à Ucrânia.
Questionado sobre quanto tempo o presidente deposto Manuel Zelaya permanecerá na embaixada brasileira em Tegucigalpa, Lula afirmou que a situação "não é confortável" nem para Zelaya nem para a representação brasileira, mas que a saída do presidente deposto depende de garantias.
"O melhor seria que o Zelaya voltasse para sua casa, e para ele voltar para sua casa teria que ter garantias institucionais ou constitucionais do governo para que ele volte", comentou.
Zelaya está abrigado na embaixada do Brasil desde setembro, quando voltou a Honduras após sofrer um golpe de Estado em junho (Fonte: UOL)












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