
A chuva que começou a cair na tarde de segunda-feira deixou mais de 100 mortos no Rio de Janeiro e levou o governador Sérgio Cabral a anunciar hoje que "possivelmente" decretará estado de emergência no estado.
Cabral informou que, além das 50 mortes confirmadas pela Defesa Civil, pelo menos outras quatro pessoas estão desaparecidas e que o número de vítimas pode subir durante o dia.
"O estado de emergência é necessário pela quantidade de cidades afetadas", disse Cabral, ao esclarecer que, além da capital, onde a situação é caótica desde a noite de ontem, várias outras cidades do estado foram afetadas pela forte chuva.
Segundo o governador, as chuvas também provocaram deslizamentos de terra e inundações em cidades como São Gonçalo, Niterói e Itaboraí e em municípios da Baixada Fluminense.
O temporal também afetou cidades da Região dos Lagos, no litoral norte do estado, entre elas Cabo Frio e Arraial do Cabo.
A chuva, que já dura 18 horas na cidade do Rio de Janeiro, obrigou a Prefeitura a recomendar à população que não saia de casa nesta terça-feira.
"Todas as vias importantes da cidade estão interrompidas por inundações. É um risco enorme para qualquer pessoa tentar atravessar", afirmou o prefeito Eduardo Paes.
Paes também recomendou às pessoas que vivem em áreas consideradas de risco que deixem suas casas e busquem locais mais seguros, diante da possibilidade de que novos deslizamentos provoquem mais tragédias.
No Rio, os deslizamentos derrubaram casas no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da cidade; Morro do Borel, do Turano e dos Macacos, zona norte.
Com as ruas alagadas, o trânsito ficou totalmente parado em diversos bairros da capital e muitos carros ficaram cobertos pela água.
A rede de ensino público suspendeu suas atividades hoje, além de empresas e estabelecimentos comerciais, que não contam com funcionários suficientes. Além disso, vários bairros estão sem energia elétrica.













há 5 dias
há 1 mês
há 3 meses
há 3 meses